Arquivo para outubro, 2008

A praga do novo século I

Posted in idéias descabidas with tags on outubro 30, 2008 by Mr. T

Dentre as coisas que não compreendo do mundo moderno, são as relações pessoais (principalmente as virtuais) as que mais me intrigam.

Antes de qualquer coisa, temos a questão da comunicação.
O celular, representante máximo da comunicação moderna, faz com que cada individuo que conhecemos o suficiente para ter seu número, esteja a uma distância de dois ou três cliques.
24 horas por dia, 7 dias por semana, 4 semanas por mês… vc entendeu…
Quando eu era criança, telefone em casa era tão caro quanto um carro. E ouvia-se piadinhas do tipo “Você tem telefone em casa? Porque não vende e faz uma plástica?”
hehehe
Hoje em dia, absolutamente qualquer um pode ter um aparelho celular e virar refém dele.
Compramos celular para poder ter acesso a um telefone a qualquer hora e em qualquer lugar, e esquecemos que também nos tornamos acessíveis da mesma maneira.
Resultado: compramos celulares e os mantemos desligados.
😉
Afinal,  tem horas que você realmente não tá afim de que se tenha um telefone (que possa tocar a qualquer hora) por perto.

O que nos leva à primeira questão: estamos facilitando a comunicação ou nos tornando refém dela?
Afinal, a nova tecnologia 3G, que em muito breve será acessível a todos, além de sermos ouvidos seremos vistos!
Jogue fora seu pijama de ursinho pois podem te ligar a noite enquanto você se prepara pra dormir.
Ou te ligam de manhã, e te flagram com o cabelo rebelde voltado praqueles lados que só o travesseiro entende…
Bom, agradeça que ainda não se transmite odor por celular, imagina aquele bafo-de-leão quando você acorda e a pessoa do outro lado da linha tendo que tapar o nariz.

Sem falar em ser um prato cheio aos pais controladores e esposas ciumentas.
“- Não quero saber, pega esse celular e dá uma giradinha pra eu ter certeza de onde você está!

Lamentável…
Mas real.

[Este não é o post em sí, era pra ser só uma introdução, mas pelo visto, tinha mais assunto do que eu imaginava…]

Viaje ao futuro!

Posted in idéias descabidas with tags , on outubro 26, 2008 by Mr. T

Tenho uns pensamentos bestas as vezes, quando estou sonhando acordado.
Costumo me imaginar viajando ao passado e encontrando comigo mais novo, moleque ainda.
Penso em quais conselhos daria para mim mesmo, quais seriam realmente importante que eu seguisse, aquilo que eu deveria evitar ou sonhos pelos quais deveria ter lutado.

Também penso como reagiria minha versão nova. Faço um pequeno esforço pra me imaginar moleque e pensar na minha própria reação caso encontrasse comigo mais velho vindo do futuro me dar conselho besta.
XD
Eu sei, é estranho. E não somos todos?

Descobri hoje uns desses sites que prestam serviços duvidosos, mas que acabam nos fazendo pensar, é o FutureMe.

http://www.futureme.org/index.php

Aqui você tem a chance de mandar um recado a você mesmo no futuro, sob a forma de e-mail.
Dá pra mandar até uns 30 anos no futuro.
E eu nunca tinha sequer imaginado como seria um encontro do eu-presente com eu-futuro.
Que coisa, não?

Bom, dá p mandar em outras datas também, se não me engano, o mínimo são 3 meses. Como eles mesmos afirmam, eles NÃO são um serviço de agenda. O serviço é para mensagens ao seu eu-futuro e não lembretes de aniversários e eventos.
Hehehe

Enquanto escrevo este post estou pensando nos motivos, afinal, que eu nunca pensei em fazer esse sonho acordado, viajar ao futuro e encontrar comigo.
Acho que por o passado ser algo mais sólido, nós sabemos como foi, vivenciamos tudo em primeira pessoa, sabemos, ou nos lembramos, de como pensávamos na época.
E o futuro… essa é a famosa incógnita, digna de textos de power-point q recebemos por e-mail…
O que será do nosso futuro?
30 anos.
Onde estarei, como estarei?

Não acho que sejam questões que valham o esforço mental.
Claro que é desejável que façamos projeções do que queremos pro nosso futuro e como vamos conseguir, mas imaginar 30 anos a frente… É subjetividade demais pra mim.

Bom, espero que se divirtam e escrevam algo profundo pra vocês mesmos.
Algo que possa ser lido em voz alta, de preferência.
Hehehehe

Sim, quase me esqueço. Confiram a sessão de cartas abertas (mas não identificáveis), são hilárias.

Não esqueçam de dizer aos seus eus-futuro que eu mando um abraço.

Caledoscópio digital

Posted in idéias descabidas on outubro 22, 2008 by Mr. T

Sim, sim!
Descobrí hoje, na mais pura sorte, uma pérola da web…

Vários minutos de ociosidade estão salvos, com esta divertida página.
clique e confira.
😉
http://www.zefrank.com/byokal/kal2.html

Loucademia

Posted in idéias descabidas with tags on outubro 18, 2008 by Mr. T

E então? Já podemos invadir e prender o miliante?

Ok, homens! A situação é a seguinte:

O miliante sequestrou uma menina de 15 anos, precisamos entrar lá e por um fim nisso.

De jeito nenhum!

Quero esse sequestrador intacto!
Já prometí pra família dele, pro pessoal dos Direitos Humanos e pra Hollywood, que acabou de comprar os direitos dessa história.
Demorou a semana toda, mas valeu a pena. ($$$)

Ainda não! O Tenente tá averiguando a situação.

Pô, Coronel.
Mas e as reféns?
A gente deixou aquela lá voltar pra atualizar o perfil dela no Orkut e ela não saíu ainda.

Dane-se as reféns,  ninguém disse nada da integridade física delas!
Além do que, eu sei como são esses jovens. Meu filho fica do mesmo jeito quando não o deixo usar o orkutiu.
Estourem aquela merda AGORA!

E então? Já podemos invadir e prender o miliante?

Xá comigo, chefia.
=D

drops

Posted in momentos inoportunos with tags on outubro 15, 2008 by Mr. T

Morro de preguiça quando alguém vai falar sobre a Língua Portuguesa e começa com um “A nossa língua é linda…“.

Isso é lá argumento?

Primaveras

Posted in idéias descabidas on outubro 13, 2008 by Mr. T

Umas das possibilidades de ter visto cada vez mais primaveras é a chance de se experimentar sentimentos diferentes.
É engraçado imaginar que existem sentimentos que a gente ainda não conhece, ou por nunca ter sentido ou por ser um sentimento mais abstrato que os famosos amor/ódio, alegria/tristeza.

Uma das coisas que lembro bem da minha velha cirurgia no joelho (eu ia procurar o link do histórico do Barraco, mas fica p próxima. rsrsrs) foi o que sentí com a tal anestesia na coluna.
E digo, não foi nada bom.

Lembro de já estar um pouco tonto pelo Oxigênio (acho q era isso) q estava inalando…
Me posicionaram sentado na ponta da maca apoiando o corpo contra uma enfermeira.
Lembro dela dizer q tudo ia ficar bem, que seria rápido e apoiar minha cabeça de forma maternal. Sim, na hora, ainda que grog, também achei estranho.
Foi quando sentí, uma picada nas costas, um frio que subiu pela coluna e o pior de todos, um sentimento arrebatador de tristeza.
Não dá p explicar. Na verdade, sempre q conto isso parece q simplesmente não tem como reproduzir em palavras o sentimento.
É algo profundo, gelado e escuro.
Só me lembro que aquela enfermeira me dando suporte era tudo o que eu queria no momento.

Mas, por sorte, durou pouco. Logo me deitaram novamente na maca e em alguns segundos eu dormia o sono dos justos.

O outro sentimento “novo” que tive foi a uns poucos anos.
É uma coisa absolutamente banal, na verdade, mas foi um tanto quanto divertido pensar nisso depois.

Estou lá eu, dentro do ônibus diário, numa manhã quente com o ônibus lotado, assim como todos os dias, subindo a avenida.
Fone de ouvido bem colocado, tento não pensar no ônibus, fico só observando o exterior, me concentrando na música.

Quando de repente, não mais que de repente, eis que avisto um carro andando no meio do tráfego intenso matinal, sem motorista.

Durou milésimos de segundos mas saiu bem do fundo.
Foi um sentimento de “alguma coisa está MUITO errada nesse mundo”.
Sei lá, como se alguma lei da física tivesse acabado de ser quebrada ou um sentimento de que acabara de perceber que estava vivenciando o sonho mais real que você já teve…

Bom, é claro que nada disso era a verdade, a verdade foi que o carro era só um veículo inglês com um motorista com péssimo senso de direção. Por que, sair da Europa e vir cair na roça brasileira tem que ser muito perdido mesmo.

Enfim, me divirto sozinho tentando recriar esses sentimentos, ainda que nunca consiga reproduzí-los na íntegra.
Mas não importa, por que enquanto tiver primaveras a serem vividas, haverão novos sentimentos a serem experimentados.

Pelo menos, é isso que eu espero.