Arquivo para dezembro, 2011

resoluções II

Posted in idéias descabidas on dezembro 31, 2011 by Mr. T

Existe um fim à peregrinação?

Você já teve a impressão que exista um motivo para que viemos para esse mundo, termos essa cara, vivermos essa vida, conhecermos essas pessoas?

Está tudo no universo conectado?
Pode mesmo uma maldita borboleta provocar um ciclone do outro lado do mundo? ou isso é só um jeito poético de ver a vida?

Já podemos viver nossas vidas?

Tanta interrogação num post no último dia do ano quer dizer que passarei o próximo num eterno dilema?

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resoluções I

Posted in idéias descabidas on dezembro 27, 2011 by Mr. T

Se eu enxugar toda aquela ladainha de fim de ano, que nem eu mesmo consigo fugir, e ter que desejar apenas uma coisa, seria essa:
Sejamos todos sinceros.

Tá, sei que não dá pra desejar que tooooodo o mundo seja sincero.
Mas poxa, começando por mim, quero ser cada vez mais sincero com as pessoas ao meu redor e comigo mesmo.

Quero conseguir olhar pra pessoa e dizer o que eu sinto de verdade.
A verdade é que venho tentado fazer isso a um tempo já, muitas vezes funciona, digo, muitas vezes eu consigo.
O que posso afirmar é, que dessas vezes, todas foram melhores do que se eu não tivesse  sido.

Ou seja, por experiência empírica, eu sinto que ser sincero é mais simples/eficaz do que não ser.
E é assim que eu pretendo ser daqui pra todo o sempre.
Simples, sincero.

E é por isso que eu digo, meus 3 leitores.
Eu odeio vocês.

Mentira, eu os amo.
Todos os 3.

chuvas e janelas

Posted in idéias descabidas on dezembro 19, 2011 by Mr. T

A chuva caia grossa.
O garoto olhava admirado, a vontade era de correr, arrancar o tênis e brincar na enxurrada que descia com a água da chuva.
Mas ele não podia, estava atrás da roupa de escritório, o sapato e a camisa, aqueles que espera-se que um adulto use quando vai para aquele lugar chato, todo santo dia, fazer sei lá o que.
O garoto não entendia muito bem o porquê de não poder ir lá fora.
“Chuva nunca matou ninguém, oras”, dizia mentindo.
Sabia que era mentira, mas era a única verdade a ser dita aquela hora.
Mentira.
A verdade é que não era mais um garoto, apenas o reflexo do que fora um dia.
Agora tinha que ir para seu trabalho, aquele lugar que não entendia antes o que era, mas agora, nem o parecia assim tão chato.
Bom…
Mais chato que descer na enxurrada na chuva, com certeza.

dead end

Posted in idéias descabidas on dezembro 15, 2011 by Mr. T

Todo fim de ano é assim?
Chuvas, inundações, iluminação natalina, presentes, festa de empresa, votos sinceros, falsas promessas.
Ah, e retrospectivas, claro.

Afinal, pra que elas servem?

Bom, as vezes pra alguma coisa.
Pra gente fazer aquele velho balanço do último ano, ainda que não faça a menor diferença pois a vida não tá nem aí para o fim do ano, já que ele é uma imposição humana, ocidental.

Eu ainda não fiz o meu.
Vou fazer, em algum momento…
Na verdade tenho até pensado nisso, mais do que eu gostaria.
Até agora, o resultado é inconclusivo.
Mas não tem problema, pode ser simplesmente o resultado, inconclusivo.

O que nos leva para o outro ponto, pra que isso tudo?
Pra que essa preocupação, essa coisa de descobrir se o ano foi ou não bom?
É uma tentativa de justificar as falhas, ou as omissões ao longo do ano?

Bom, esse é meu ponto.
Tenho muito mais interrogações do que afirmações.
Por que a resposta certa, até biscoito da sorte pode ter.
A pergunta fundamental, isso já é um pouco mais dificil.
=)

sonhos alheios

Posted in idéias descabidas on dezembro 14, 2011 by Mr. T

Tenho colecionado lembranças de alguns sonhos nitidamente diferentes.
O que acabo de ter, entra pra esse seleta lista.

Esse é o segundo sonho que tenho a clara impressão que estou sonhando o sonho de outra pessoa.
Os personagens do sonho não me são conhecidos, ou o lugar, ou a situação.
Não sou eu. É alguém fazendo coisas que não faço.

Hoje, era um músico, com uma roda de músicos, amigos de longa data.
Um deles, apelidado de Mussum, em homenagem bem humorada ao saudoso Trapalhão.

Por algum motivo, eu sabia que ele teria um ataque fulminante de coração, e por algum motivo, mudei algo no fim da apresentação e tocamos uma música de improviso, uma música em que eu e o Mussum tivemos grande destaque, ele com percurssão, eu com um baixo (ou era violoncelo?).
Ao terminarmos a música,  a platéia ficou em silêncio. Não que não tivessem gostado, mas que estavam surpresos demais.
Trocamos olhares, perguntei se ele iria se lembrar da música para colocá-la no papel, ele disse, “sim, deixa comigo”.
O que seria ótimo, pra mim, pois na minha cabeça maluca, era um compromisso que ele assumia e o manteria afastado da morte.

O engano foi curto, pois Mussum teve um ataque ali, na minha frente.
Faleceu nos meus braços.
Eu acordei.
Acho que tem um músico bem triste em algum lugar desse mundo, nesse momento.
Eu só queria dizer, que entendo sua dor.

sinceridade em fim de linha (II)

Posted in idéias descabidas on dezembro 12, 2011 by Mr. T

já falei aqui, não falei?
quando você diz a uma pessoa o quão incrível ela é e ela simplesmente não acredita no que você diz….

frustrante.

Eu conheço pessoas incríveis. é a vida.
elas estão por ai. e quando as encontro, quero dizer a elas que são.
porra, aceitem.

quando as coisas acontecem

Posted in idéias descabidas on dezembro 9, 2011 by Mr. T

Gosto de experimentar sentimentos novos.
E desisti de tentar dar nomes a eles.

Os aceito como são, sentimentos pessoais, que são meus e de mais ninguém.
Não tento mais traduzi-los em palavras para compartilhar com outras pessoas.
Tenho aquela certeza que ninguém irá me entender de verdade e algo que era profundo, sincero, misterioso e belo, vira algo como o doce do algodão doce.  Colorido, diferente, mas no fim, açúcar.

Cada vez que passo por uma experiência nova,  fico satisfeito em saber que não estou velho o bastante, que ainda tenho algo para aprender.
Acho que isso seria um problema, acreditar que já se viveu de tudo.
Não se viveu. Nunca se vive.
Aliás, o que faria da vida, alguém que acredita que já tenha vivido de tudo?
(…)

Outra satisfação recurrente é conhecer pessoas novas.
Ainda que a humanidade não me agrade, o indivíduo é interessante.
Todos são singulares, todos possuem alguma qualidade, alguma característica que vai te surpreender de alguma maneira.
E essa também faz parte da graça de se viver.
Fico satisfeito toda vez que conheço um pouco de alguém e que aquilo que conheço é algo surpreendente, que não fica visível na casca da pessoa.
Me sinto, além de tudo, conectado.

Não tenho um final pra esse post.
Ele também não consegue reproduzir o que sinto.

Essa complexidade humana me irrita.
Felizes são os orangotangos.