amor, ah, o amor…

Me pediram, a pouco tempo, para que eu falasse de amor.
Um comercial de margarina me passa pela cabeça enquanto escrevo.

Mas o amor não é sobre comerciais, muito menos de margarina.

Amor não é aquilo que te faz acordar de manhã com um sorriso de orelha a orelha, o nome disso é outra coisa.
(sim, adoro esse meme)

Amor é…
Ra! achou né, que iria eu, desafiar séculos de literatura romântica que prometem definir o amor em palavras?

Mas amor não é um sentimento?
Sentimentos não podem, por definição, serem reduzidos em palavras, pois estas foram criadas pelo homem e não adaptadas em milênios e milênios de evolução.

Mais fácil, pra mim, do que cair na bobagem em tentar definir o que seja o amor, é dizer, isso tudo pode ser mais fácil.
Sim, pois o amor é fácil. Ele é simples, natural.
Você não teve que aprender a respirar, ou a levar alimento à boca e não à orelha…
Você também não precisa aprender a amar, você já sabe disso. Está em seu código genético, fique tranquilo.
Essa é a boa notícia.

Aprender devemos, a valorizar a simplicidade que esse amor pode crescer, jovem padawan.

Se você for guardar apenas UMA coisa que ler aqui, que seja esta:
– não tenha medo.
Nem mesmo de parecer bobo.

Pelo amor, muita, muita coisa é perdoada. Parecer bobo nem arranha a honra de quem ama.
Quando é sincero, o esforço vale a pena. A vergonha não existe, não importa quem está te olhando, ninguém irá te julgar, assim que perceberem o brilho em seus olhos, aquela cara de bobo que só quem ama possui.
Você está, previamente, perdoado.

Não vou te enganar, vez ou outra algumas coisas que você fez por amor meio que voltam e te assombram. Fazem você pensar, “poxa, como fui idiota”.
Mas não são o suficiente para nos fazer mudar de idéia, achar que não vale a pena parecer idiota na frente de outras pessoas, mas ser a pessoa mais importante do mundo para aquele que te ama.

Parecer idiota pode parecer um erro num futuro qualquer, mas veja, alguns erros PRECISAM ser cometidos.
Sendo assim, tente se lembrar, o problema nunca é o amor, mas pode ser as pessoas.
Se você acha que amou demais, que fez a coisa errada, pense de novo.
Nunca ama-se demais.
Por mais que a pessoa seja a errada, o amor vale a pena. Sempre vale.

E, vejam bem.
Isso não é um depoimento sentimentalista.
É uma visão absurdamente cética, calculista e fria.
Ao chegar no fim da aritmética, descobrimos que nós, humanos, vivemos para o amor.

De uma forma ou de outra.

Ame.

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3 Respostas to “amor, ah, o amor…”

  1. leitora assidua! Says:

    Uau!Não é que ele escreveu sobre amor mesmo?
    hahaha
    Gracinha!
    Is easy:
    All WE need is love la la la lara…
    😉

  2. Lindo, lindo! Um dos seus mais inspirados e belos textos.

  3. Gostei!

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